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A chaga que, Senhora, me fizestes, / Não foi para curar-se em hum só dia; …
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A formosura desta fresca serra, / E a sombra dos verdes castanheiros, …
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A Morte, que da vida o nó desata, / Os nós, que dá o Amor, cortar quizera …
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A peregrinação d'hum pensamento, / Que dos males fez hábito e costume, …
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A perfeição, a graça, o doce geito, / A Primavera cheia de frescura, …
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A violeta mais bella que amanhece / No valle por esmalte da verdura, …
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Acho-me da fortuna salteado; / O tempo vai fugindo presuroso, …
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Agora toma a espada, agora a pena, / Estacio nosso, em ambas celebrado, …
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Ah Fortuna cruel! ah duros Fados! / Quão asinha em meu damno vos mudastes! …
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Ah minha Dinamene! assi deixaste / Quem nunca deixar pôde de querer-te! …
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Ai amiga cruel! que apartamento / He este que fazeis da patria terra? …
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Alegres campos, verdes arvoredos, / Claras e frescas águas de crystal, …
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Alegres campos, verdes, deleitosos, / Suaves me serão vossas boninas, …
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Alma gentil, que á firme eternidade / Subiste clara e valerosamente, …
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Alma minha gentil, que te partiste / Tão cedo desta vida descontente, …
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Amor he hum fogo que arde sem se ver; / He ferida que doe e não se sente; …
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Amor, com a esperança ja perdida / Teu soberano templo visitei: …
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Amor, que em sonhos vãos do pensamento / Paga o zêlo maior de seu cuidado, …
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Amor, que o gesto humano na alma escreve, / Vivas faiscas me mostrou hum dia, …
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Aos homens hum só homem poz espanto, / E o poz a toda a humana natureza; …
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Apartava-se Nise de Montano, / Em cuja alma, partindo-se, ficava; …
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Apollo e as nove Musas, descantando / Com a dourada lyra, me influião …
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Aponta a bella Aurora, luz primeira, / Que a grã nova nos deo do claro dia: …
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Aquella triste e leda madrugada, / Cheia toda de mágoa e de piedade, …
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Aquella fera humana que enriquece / A sua presunçosa tyrannia …
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Aquella que, de pura castidade, / De si mesma tomou cruel vingança …
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Aqui de longos damnos breve historia / Verão os que se jactão de amadores: …
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Ar, que de meus suspiros vejo cheio; / Terra, cansada ja com meu tormento; …
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Ay! quien dará á mis ojos una fuente / De lágrimas que manen noche y dia? …
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Ayudame, Señora, á hacer venganza / De tal selvatiquez, de tal rudeza, …
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Bem sei, Amor, que he certo o que receio; / Mas tu, porque com isso mais te apuras, …
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Brandas águas do Tejo que, passando / Por estes verdes campos que regais, …
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Busque Amor novas artes, novo engenho / Para matar-me, e novas esquivanças; …
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Campo! nas syrtes deste mar da vida, / Apos naufragios seus taboa segura; …
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Cantando estava hum dia bem seguro, / Quando passava Sylvio, e me dizia: …
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Chara minha inimiga, em cuja mão / Poz meus contentamentos a ventura, …
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Chorai, Nymphas, os fados poderosos / Daquella soberana formosura. …
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Coitado! que em hum tempo chóro e rio; / Espero e temo, quero e aborreço; …
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Com grandes esperanças ja cantei, / Com que os deoses no Olympo conquistára; …
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Como fizeste, ó Porcia, tal ferida? / Foi voluntaria, ou foi por innocencia? …
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Como louvarei eu, Seraphim santo, / Tanta humildade, tanta penitencia, …
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Como podes (oh cego peccador!) / Estar em teus errores tão isento, …
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Como quando do mar tempestuoso / O marinheiro todo trabalhado, …
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Con razon os vais, aguas, fatigando / Por llegar dó sereis bien recebidas; …
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Contente vivi ja, vendo-me isento / Deste mal de que a muitos queixar via: …
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Conversação doméstica affeiçoa, / Ora em fórma de limpa e sãa vontade, …
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Correm turbas as águas deste rio, / Que as rapidas enchentes enturbárão; …
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Crescei, desejo meu, pois que a Ventura / Ja vos t[~e]e nos seus braços levantado; …
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Criou a natureza Damas bellas, / Que forão de altos plectros celebradas; …
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Cuanto tiempo ha que lloro un dia triste, / Como si alguno alegre yo esperara? …
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Cá nesta Babylonia donde mana / Materia a quanto mal o mundo cria; …
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Dai-me h[~u]a lei, Senhora, de querer-vos, / Porque a guarde sobpena de enojar-vos; …
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De amor escrevo, de amor trato e vivo; / De amor me nasce amar sem ser amado; …
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De Babel sôbre os rios nos sentámos, / De nossa doce patria desterrados, …
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De cá, donde somente o imaginar-vos / A rigorosa ausencia me consente, …
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De frescas belvederes rodeadas / Estão as puras águas desta fonte; …
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De mil suspeitas vãas se me levantão / Trabalhos e desgostos verdadeiros. …
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De quantas graças tinha a natureza / Fez hum bello e riquissimo thesouro; …
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De tão divino accento em voz humana, / De elegancias que são tão peregrinas, …
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De vós me parto, ó vida, e em tal mudança / Sinto vivo da morte o sentimento. …
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Debaixo desta pedra está metido, / Das sanguinosas armas descansado, …
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Debaixo desta pedra sepultada / Jaz do mundo a mais nobre formosura, …
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Deixa Apollo o correr tão apressado, / Não sigas essa Nympha tão ufano: …
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Desce do ceo immenso Deos benino / Para encarnar na Virgem soberana. …
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Despois de haver chorado os meus tormentos, / Quer Amor que lhe cante as suas glorias. …
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Despois de tantos dias mal gastados, / Despois de tantas noites mal dormidas, …
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Despois que quiz Amor que eu só passasse / Quanto mal ja por muitos repartio, …
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Despois que vio Cibele o corpo humano / Do formoso Atys seu verde pinheiro, …
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Diana prateada, esclarecida / Com a luz que do claro Phebo ardente, …
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Ditosa penna, como a mão que a guia / Com tantas perfeições da subtil arte, …
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Ditosas almas, que ambas juntamente / Ao ceo de Venus e de Amor voastes, …
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Ditoso seja aquelle que somente / Se queixa de amorosas esquivanças; …
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Diversos dões reparte o Ceo benino, / E quer que cada huma alma hum só possua; …
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Divina companhia, que nos prados / Do claro Eurotas, ou no Olympo monte, …
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Dizei, Senhora, da belleza idêa, / Para fazerdes esse aureo crino, …
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Doce contentamento ja passado, / Em que todo o meu bem só consistia, …
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Doce sonho, suave e soberano, / Se por mais longo tempo me durára! …
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Doces e claras águas do Mondego, / Doce repouso de minha lembrança, …
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Doces lembranças da passada gloria, / Que me tirou fortuna roubadora, …
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Dos antigos Illustres, que deixárão / Hum nome digno de immortal memoria, …
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Dos ceos á terra desce a mor Belleza, / Une-se á nossa carne, e a faz nobre; …
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Dulces engaños de mis ojos tristes, / Cuan vivo despertais mi pensamiento! …
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Em Babylonia sôbre os rios, quando / De ti, Sião sagrada, nos lembrámos, …
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Em flor vos arrancou, de então crescida, / (Ah Senhor Dom Antonio!) a dura sorte …
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Em formosa Lethea se confia, / Por onde vaidade tanta alcança, …
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Em huma lapa toda tenebrosa, / Adonde bate o mar com furia brava, …
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Em prisões baixas fui hum tempo atado; / Vergonhoso castigo de meus erros: …
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Em quanto Phebo os montes accendia / Do ceo com luminosa claridade, …
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Em quanto quiz fortuna que tivesse / Esperança de algum contentamento, …
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En una selva al dispuntar del dia / Estaba Endimion triste y lloroso, …
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Erros meus, ma Fortuna, Amor ardente / Em minha perdição se conjurárão: …
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'Luís Vaz de Camões / SONETO 5 …
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Esfôrço grande, igual ao pensamento, / Pensamentos em obras divulgados, …
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Espanta crescer tanto o crocodilo / Só por seu limitado nascimento; …
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Esses cabellos louros e escolhidos, / Que o ser ao aureo sol estão tirando; …
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Este amor, que vos tenho limpo e puro, / De pensamento vil nunca tocado, …
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Este terreste caos com seus vapores / Não póde condensar as nuvens tanto, …
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Está o lascivo e doce passarinho / Com o biquinho as pennas ordenando; …
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Está-se a Primavera trasladando / Em vossa vista deleitosa e honesta; …
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Eu cantarei de amor tão docemente, / Por huns termos em si tão concertados, …
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Eu cantei ja, e agora vou chorando / O tempo que cantei tão confiado: …
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Eu me aparto de vós, Nymphas do Tejo, / Quando menos temia esta partida; …
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Eu vivia de lagrimas isento, / N'hum engano tão doce e deleitoso, …
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Ferido sem ter cura perecia / O forte e duro Télepho temido …
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Fiou-se o coração, de muito isento, / De si, cuidando mal que tomaria …
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Foi ja n'hum tempo doce cousa amar, / Em quanto me enganou huma esperança: …
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Formosa Beatriz, tendes taes geitos / N'hum brando revolver dos olhos bellos, …
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Formosos olhos, que cuidado dais / Á mesma luz do sol mais clara e pura; …
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Formosos olhos, que na idade nossa / Mostrais do Ceo certissimos signais, …
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Formosura do Ceo a nós descida, / Que nenhum coração deixas isento, …
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Gentil Senhora, se a Fortuna imiga, / Que contra mi com todo o Ceo conspira, …
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Grão tempo ha ja que soube da Ventura / A vida que me tinha destinada; …
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Guardando em mi a Sorte o seu direito. / Em verde me cortou minha alegria. …
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He o gozado bem em água escrito; / Vive no desejar, morre no effeito: …
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Horas breves de meu contentamento, / Nunca me pareceo, quando vos tinha, …
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Hum firme coração posto em ventura; / Hum desejar honesto, que se engeite …
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Hum mover de olhos, brando e piedoso, / Sem ver de que; hum riso brando e honesto, …
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Huma admiravel herva se conhece, / Que vai ao sol seguindo de hora em hora, …
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Illustre e digno ramo dos Menezes, / Aos quaes o providente e largo Ceo …
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Ilustre Gracia, nombre de una moza, / Primera malhechora en este caso …
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Imagens vãas me imprime a phantasia; / Discursos novos acha o pensamento; …
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Indo o triste pastor todo embebido / Na sombra de seu doce pensamento, …
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Irme, quiero, madre, / a aquella galera, …
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Ja a roxa e branca Aurora destoucava / Os seus cabellos de ouro delicados, …
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Ja cantei, ja chorei a dura guerra / Por Amor sustentada longos anos; …
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Ja claro vejo bem, ja bem conheço / Quanto augmentando vou o meu tormento; …
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Ja do Mondego as águas apparecem / A meus olhos, não meus, antes alheios, …
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Ja he tempo, ja, que minha confiança / Se desça de huma falsa opinião: …
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Ja me fundei em vãos contentamentos, / Quando delles vivi todo enganado …
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Ja não sinto, Senhora, os desenganos, / Com que minha affeição sempre tratastes, …
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Julga-me a gente toda por perdido, / Vendo-me, tão entregue a meu cuidado, …
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Las peñas retumbaban al gemido / Del misero zagal, que lamentaba …
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Leda serenidade deleitosa, / Que representa em terra hum paraiso; …
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Lembranças de meu bem, doces lembranças / Que tão vivas estais nesta alma minha, …
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Lembranças saudosas, se cuidais / De me acabar a vida neste estado, …
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Lembranças, que lembrais o bem passado / Para que sinta mais o mal presente, …
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Levantai, minhas Tagides, a frente, / Deixando o Tejo ás sombras nemorosas; …
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Lindo e subtil trançado, que ficaste / Em penhor do remedio que mereço, …
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Los ojos que con blando movimiento / Al pasar enternecen la alma mia, …
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Mal, que de tempo em tempo vás crescendo, / Quem te visse de hum bem acompanhado! …
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Males, que contra mim vos conjurastes, / Quanto ha de durar tão duro intento? …
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Mi gusto y tu beldad se desposaron, / Terceros por mi mal mis ojos fueron: …
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Mil veces entre sueños tu figura, / O bella Ninfa, claramente veo; …
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Mil vezes determino não vos ver, / Por ver se abranda mais o meu penar: …
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Moradoras gentis e delicadas / Do claro e aureo Tejo, que metidas …
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Mudão-se os tempos, mudão-se as vontades, / Muda-se o ser, muda-se a confiança: …
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N'hum bosque, que das Nymphas se habitava, / Sibella, Nympha linda, andava hum dia; …
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N'hum jardim adornado de verdura, / Que esmaltavão por cima várias flores, …
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N'hum tão alto lugar, de tanto preço, / Este meu pensamento posto vejo, …
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Na desesperação ja repousava / O peito longamente magoado, …
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Na margem de hum ribeiro, que fendia / Com liquido crystal hum verde prado, …
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Na metade do ceo subido ardia / O claro, almo Pastor, quando deixavão …
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Na ribeira do Euphrates assentado, / Discorrendo me achei pela memoria …
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Naiades, vós que os rios habitais, / Que os saudosos campos vão regando, …
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Nas Cidades, nos bosques, nas florestas, / Nos valles, e nos montes, teus louvores …
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Nem o tremendo estrépito da guerra / Com armas, com incendios espantosos …
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No bastaba que amor puro y ardiente / Por términos la vida me quitase; …
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No mundo poucos annos e cansados / Vivi, cheios de vil miseria e dura: …
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No mundo quiz o Tempo que se achasse / O bem que por acêrto, ou sorte vinha; …
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No regaço de mãe Amor estava / Dormindo tão formoso, que movia …
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No tempo que de amor viver sohia, / Nem sempre andava ao remo ferrolhado; …
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Nos braços de hum Sylvano adormecendo / Se estava aquella Nympha qu'eu adoro, …
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Novos casos de Amor, novos enganos, / Envoltos em lisonjas conhecidas; …
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Nunca em amor damnou o atrevimento; / Favorece a Fortuna a ousadia; …
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Não ha louvor que arribe á menor parte / De quanto em vós se vê, bella Senhora: …
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Não passes, caminhante. Quem me chama? / H[~u]a memoria nova e nunca ouvida, …
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Não vás ao monte, Nise, com teu gado; / Que lá vi que Cupido te buscava: …
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O ceo, a terra, o vento socegado, / As ondas que se estendem por a areia, …
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O claras águas deste blando rio, / Que en vos al natural estais pintando …
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O culto divinal se celebrava / No templo donde toda criatura …
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O cysne quando sente ser chegada / A hora que põe termo á sua vida, …
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O dia em que eu nasci, morra e pereça, / Não o queira jamais o tempo dar, …
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O filho de Latona esclarecido, / Que com seu raio alegra a humana gente, …
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O fogo que na branda cera ardia, / Vendo o rosto gentil, que eu na alma vejo, …
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O raio crystallino se estendia / Por o mundo da Aurora marchetada, …
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Oh Arma unicamente só triumphante, / Propugnaculo só de nossas vidas, …
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Oh cese ya, Señor, tu dura mano! / No llegues tanto al cabo con mi vida; …
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Oh como se me alonga de anno em ano / A peregrinação cansada minha! …
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Oh quanto melhor he o supremo dia / Da mansa morte, que o do nascimento! …
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Oh quão caro me custa o entender-te, / Molesto Amor que, só por alcançar-te, …
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Oh rigorosa ausencia desejada / De mi sempre, mas nunca conhecida! …
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Olhos, aonde o Ceo com luz mais pura / Quiz dar de seu poder claros signais, …
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Ondados fios de ouro reluzente, / Que agora da mão bella recolhidos, …
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Ondados fios de ouro, onde enlaçado. / Continuamente tenho o pensamento; …
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Onde acharei lugar tão apartado, / E tão isento em tudo da ventura, …
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Onde mereci eu tal pensamento / Nunca de ser humano merecido? …
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Onde porei meus olhos que não veja / A causa de que nasce o meu tormento? …
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Orfeo enamorado que tañia / Por la perdida Ninfa que buscaba, …
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Ornou sublime esfôrço ao grande Atlante, / Com qu'a celeste máchina sustenta; …
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Os meus alegres, venturosos dias / Passárão, como raio, brevemente; …
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Os olhos onde o casto Amor ardia, / Ledo de se ver nelles abrazado; …
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Os Reinos e os Imperios poderosos, / Que em grandeza no mundo mais crescêrão; …
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Os vestidos Elisa revolvia, / Que Eneas lhe deixára por memoria; …
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Para se namorar do que criou, / Te fez Deos, sacra Phenix, Virgem pura. …
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Passo por meus trabalhos tão isento / De sentimento grande nem pequeno, …
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Pede o desejo, Dama, que vos veja: / Não entende o que pede; está enganado. …
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Pensamentos, que agora novamente / Cuidados vãos em mi resuscitais, …
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Pois meus olhos não cansão de chorar / Tristezas não cansadas de cansar-me; …
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Pois torna por seu Rei e juntamente / Por Christo a governar aquella parte …
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Por cima destas águas forte e firme / Irei aonde os Fados o ordenárão, …
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Por gloria tuve un tiempo el ser perdido; / Perdíame de puro bien ganado; …
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Por os raros extremos que mostrou / Em sábia Pallas, Venus em formosa, …
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Por sua Nympha Céphalo deixava / A Aurora, que por elle se perdia, …
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Porque a tamanhas penas se offerece / Por o peccado alheio, e êrro insano, …
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Porque a terra no ceo agasalhasse, / O ceo na terra Deos agasalhou: …
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Porque quereis, Senhora, que offereça / A vida a tanto mal como padeço? …
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Posto me t[~e]e fortuna em tal estado, / E tanto a seus pés me t[~e]e rendido! …
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Presença bella, angelica figura, / Em quem quanto o Ceo tinha nos t[~e]e dado; …
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Pues lágrimas tratais, mis ojos tristes, / Y en lágrimas pasais la noche y dia, …
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Pues siempre sin cesar, mais ojos tristes, / En lágrimas tratais la noche el dia, …
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Qu'estilla a Arvore sacra? Hum licor santo. / Para quem? Para o genero he humano. …
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Qual t[~e]e a borboleta por costume, / Qu'enlevada na luz da acesa vella, …
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Quando a suprema dor muito me aperta, / Se digo que desejo esquecimento, …
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Quando da bella vista e doce riso / Tomando estão meus olhos mantimento, …
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Quando de minhas mágoas a comprida / Maginação os olhos me adormece, …
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Quando o sol encoberto vai mostrando / Ao mundo a luz quieta e duvidosa, …
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Quando os olhos emprégo no passado, / De quanto passei me acho arrependido; …
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Quando se vir com água o fogo arder, / Juntar-se ao claro dia a noite escura, …
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Quando vejo que meu destino ordena / Que, por me exprimentar, de vós me aparte, …
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Quando, Senhora, quiz Amor qu'amasse / Essa grã perfeição e gentileza, …
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Quanta incerta esperança, quanto engano! / Quanto viver de falsos pensamentos! …
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Quantas penas, Amor, quantos cuidados, / Quantas lagrimas tristes sem proveito, …
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Quantas vezes do fuso se esquecia / Daliana, banhando o lindo seio, …
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Quanto tempo, olhos meus, com tal lamento / Vos hei de ver tão tristes e aggravados? …
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Que doudo pensamento he o que sigo? / Apos que vão cuidado vou correndo? …
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Que esperais, esperança? Desespéro. / Quem disso a causa foi? H[~u]a mudança. …
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Que levas, cruel Morte? Hum claro dia. / A que horas o tomaste? Amanhecendo. …
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Que me quereis perpétuas saudades? / Com qu'esperanças inda me enganais? …
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Que modo tão subtil da natureza / Para fugir ao mundo e seus enganos! …
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Que poderei do mundo ja querer, / Pois no mesmo em que puz tamanho amor, …
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Que vençais no Oriente tantos Reis, / Que de novo nos deis da India o Estado, …
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Quem diz que Amor he falso, ou enganoso, / Ligeiro, ingrato, vão, desconhecido, …
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Quem fosse acompanhando juntamente / Por esses verdes campos a avezinha, …
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Quem jaz no grão sepulchro, que descreve / Tão illustres signaes no forte escudo? …
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Quem pudéra julgar de vós, Senhora, / Que huma tal fé pudesse assi perder-vos? …
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Quem póde livre ser, gentil Senhora, / Vendo-vos com juizo socegado, …
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Quem quizer ver d'amor huma excellencia / Onde sua fineza mais se apura, …
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Quem vê, Senhora, claro e manifesto / O lindo ser de vossos olhos bellos, …
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Quem, Senhora, presume de louvar-vos / Com discurso que baixe de divino, …
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Revuelvo en la incesable fantasía / Cuando me he visto en mas dichoso estado, …
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Se a fortuna inquieta e mal olhada, / Que a justa lei do Ceo comsigo infama, …
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Se algum'hora essa vista mais suave / Acaso a mi volveis, em hum momento …
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Se as penas com que Amor tão mal me trata / Permittirem que eu tanto viva dellas, …
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Se com desprezos, Nympha, te parece / Que podes desviar do seu cuidado …
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Se como em tudo o mais fostes perfeita, / Foreis de condição menos esquiva, …
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Se da célebre Laura a formosura / Hum numeroso cysne ufano escreve, …
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Se despois de esperança tão perdida, / Amor por causa alguma consentisse …
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Se em mim, ó alma, vive mais lembrança / Que aquella só da gloria de querer-vos, …
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Se lagrimas choradas de verdade / O marmore abrandar podem mais duro, …
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Se me vem tanta gloria só de olhar-te, / He pena desigual deixar de ver-te; …
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Se no que tenho dito vos offendo, / Não he a intenção minha de offender-vos; …
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Se pena por amar-vos se merece, / Quem della estará livre? quem isento? …
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Se quando vos perdi, minha esperança, / A memoria perdêra juntamente …
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Se somente hora alguma em vós piedade / De tão longo tormento se sentíra, …
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Se tanta pena tenho merecida / Em pago de soffrer tantas durezas; …
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Se tomo a minha pena em penitencia / Do error em que cahio o pensamento, …
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Seguia aquelle fogo, que o guiava, / Leandro, contra o mar e contra o vento; …
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Sempre a Razão vencida foi de Amor; / Mas, porque assi o pedia o coração, …
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Sempre, cruel Senhora, receei, / Medindo vossa grã desconfiança, …
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Senhor João Lopes, o meu baixo estado / Hontem vi posto em grao tão excellente, …
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Senhora ja desta alma, perdoae / De hum vencido de Amor os desatinos, …
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Senhora minha, se eu de vós ausente / Me defendêra de hum penar severo, …
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Sentindo-se alcançada a bella esposa / De Céphalo no crime consentido, …
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Sete annos de pastor Jacob servia / Labão, pae de Raquel, serrana bella: …
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Si el fuego que me enciende, consumido / De algun mas suelto Aquario ser pudiese; …
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Suspiros inflammados que cantais / A tristeza com que eu vivi tão ledo, …
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Sustenta meu viver huma esperança / Derivada de hum bem tão desejado, …
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Sôbre os rios do Reino escuro, quando / Tristes, quaes nossas culpas o ordenárão, …
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T[~e]e feito os olhos neste apartamento / Hum mar de saudosa tempestade, …
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Tal mostra de si dá vossa figura, / Sibela, clara luz da redondeza, …
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Tanto de meu estado me acho incerto, / Que em vivo ardor tremendo estou de frio; …
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Tanto se forão, Nympha, costumando / Meus olhos a chorar tua dureza, …
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Todo animal da calma repousava, / Só Liso o ardor della não sentia; …
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Tomava Daliana por vingança / Da culpa do pastor que tanto amava, …
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Tomou-me vossa vista soberana / Adonde tinha as armas mais á mão, …
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Tornae essa brancura á alva assucena, / E essa purpurea côr ás puras rosas; …
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Transforma-se o amador na cousa amada, / Por virtude do muito imaginar: …
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Vencido está de amor Meu pensamento / O mais que póde ser, Vencida a vida, …
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Verdade, Amor, Razão, Merecimento, / Qualquer alma farão segura e forte; …
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por Luís Vaz de Camões / Dados de edição indisponíveis …
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Vi queixosos de Amor mil namorados, / E nenhuns inda vi com seus louvores; …
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Vossos olhos, Senhora, que competem / Com o sol em belleza e claridade, …
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Vós outros, que buscais repouso certo / Na vida, com diversos exercicios; …
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Vós só podeis, sagrado Evangelista, / Angelico abrazado Seraphim, …
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Vós, Nymphas da Gangetica espessura, / Cantae suavemente, em voz sonora, …
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Vós, que de olhos suaves e serenos, / Com justa causa a vida captivais, …
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Vós, que escuitais em Rimas derramado / Dos suspiros o som que me alentava …
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Á la margen del Tajo, en claro dia, / Con rayado marfil peinando estaba …
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Árvore, cujo pomo bello e brando / Natureza de leite e sangue pinta, …