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Uma velha de olhar mudo e frio, / De olhos sem cor, de labios glaciaes, …
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Se comparo poder ou ouro ou fama, / Venturas que em si têm occulto o damno, …
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Poz-te Deus sobre a fronte a mão piedosa: / O que fada o poeta e o soldado …
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Ego dormio, et cor meum vigilat. CANTICO DOS CANTICOS. / Quem anda lá por fóra, pela vinha …
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Surge et ambula! / Tu, que dormes, espirito sereno, …
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Chovam lyrios e rosas no teu collo! / Chovam hymnos de gloria na tua alma! …
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Em sonho, ás vezes, se o sonhar quebranta / Este meu vão soffrer; esta agonia, …
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Em vão luctamos. Como nevoa baça, / A incerteza das cousas nos envolve. …
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Só por ti, astro ainda e sempre occulto, / Sombra do Amor e sonho da Verdade, …
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Amar! mas d'um amor que tenha vida... / Não sejam sempre timidos harpejos, …
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Estava a Morte ali, em pé, diante, / Sim, diante de mim, como serpente, …
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Um dia, meu amor (e talvez cedo, / Que já sinto estalar-me o coração!) …
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Meus dias vão correndo vagarosos / Sem prazer e sem dôr, e até parece …
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Depois que dia a dia, aos poucos desmaiando, / Se foi a nuvem d'ouro ideal que eu vira erguida: …
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Chamei em volta do meu frio leito / As memorias melhores de outra idade, …
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Deixal-a ir, a ave, a quem roubaram / Ninho e filhos e tudo, sem piedade... …
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A cruz dizia á terra onde assentava, / Ao valle obscuro, ao monte aspero e mudo: …
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I / Altas horas da noite, o Inconsciente …
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Pelo caminho estreito, aonde a custo / Se encontra uma só flor, ou ave, ou fonte, …
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Vem ás vezes sentar-se ao pé de mim / --A noite desce, desfolhando as rosas-- …
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Espectros que velaes, emquanto a custo / Adormeço um momento, e que inclinados …
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Tu que não crês, nem amas, nem esperas, / Espirito de eterna negação, …
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(A Santos Valente) / Fui rocha, em tempo, e fui, no mundo antigo, …
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Nenhum de vós ao certo me conhece, / Astros do espaço, ramos do arvoredo, …
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Tu, casta e alegre luz da madrugada, / Sobe, cresce no céo, pura e vibrante, …
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Aquella, que eu adoro, não é feita / De lyrios nem de rosas purpurinas, …
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Quando nós vamos ambos, de mãos dadas, / Colher nos valles lyrios e boninas, …
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Que belleza mortal se te assemelha, / Ó sonhada visão d'esta alma ardente, …
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Onde te escondes? Eis que em vão clamamos, / Suspirando e erguendo as mãos em vão! …
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A cruz dizia á terra, onde assentava [pag. 64] / Adornou o meu quarto a flor do cardo [pag. 26] …
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Pelas rugas da fronte que medita... / Pelo olhar que interroga--e não vê nada... …
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Um diluvio de luz cae da montanha: / Eis o dia! eis o sol! o esposo amado! …
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(Ao snr. D. Nicolau Salmeron) / Tu, que eu não vejo, e estás ao pé de mim …
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Fluxo e refluxo eterno... / João de Deus. …
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(A Guilherme de Azevedo) / Amem a noite os magros crapulosos, …
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Não duvido que o mundo no seu eixo / Gire suspenso e volva em harmonia; …
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Na tua mão, sombrio cavalleiro, / Cavaleiro vestido de armas prêtas, …
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Esse negro corcél cujas passadas / Escuto em sonhos, quando a sombra desce, …
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Mãe--que adormente este viver dorido, / E me vele esta noite de tal frio, …
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Na mão de Deus, na sua mão direita, / Descansou afinal meu coração. …
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Para além do Universo luminoso, / Cheio de fórmas, de rumor, de lida, …
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(A João de Deus) / Muito longe d'aqui, nem eu sei quando, …
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No meu sonho desfilam as visões, / Espectros dos meus proprios pensamentos, …
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Espirito que passas, quando o vento / Adormece no mar e surge a lua, …
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(A Fernando Leal) / Noite, vão para ti meus pensamentos, …
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Entre os filhos dum seculo maldito / Tomei tambem logar na impia meza, …
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O espectro familiar que anda comigo, / Sem que podesse ainda ver-lhe o rosto, …
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Encostados ás grades da prisão, / Olham o céo os pallidos captivos. …
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Tres cavalleiros seguem lentamente / Por uma estrada erma e pedregosa. …
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Esperemos em Deus! Elle ha tomado / Em suas mãos a massa inerte e fria …
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(Á Ex.^{ma} Snr.^a D. Celeste C. B. R.) / I …
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Ali, onde o mar quebra, num cachão / Rugidor e monotono, e os ventos …
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Sonhei--nem sempre o sonho é cousa vã-- / Que um vento me levava arrebatado, …
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Aquelles, que eu amei, não sei que vento / Os dispersou no mundo, que os não vejo... …
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Adornou o meu quarto a flor do cardo, / Perfumei-o de almiscar recendente; …
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(A J. M. Eça de Queiroz) / Eu vi o Amor--mas nos seus olhos baços …